Confira o nosso Guia de Doenças: Orthotospovirus e Crinivirus

Vírus Emergentes em Plantas: Orthotospovirus e Crinivirus

 

Os vírus emergentes Orthotospovirus e Crinivirus, pertencentes às famílias Tospoviridae e Closteroviridae, respectivamente, são uma ameaça significativa para diversas culturas agrícolas, especialmente as solanáceas e cucurbitáceas. Eles afetam mais de 120 espécies vegetais de importância econômica e sua transmissão ocorre principalmente por insetos como tripes e mosca-branca.

 

Sintomas e Impactos
 
  1. Orthotospovirus (Tospoviridae):

    • Sintomas iniciais: Aparecimento de anéis cloróticos que evoluem para lesões necróticas, além de manchas marrons nas folhas jovens.
    • Efeitos na planta: Crescimento reduzido, folhas enroladas para baixo e desenvolvimento inadequado de frutos, que podem apresentar deformações e descoloração.
    • Plantas resistentes: Limitam a infecção a lesões locais.
  2. Crinivirus (Closteroviridae):

    • Sintomas iniciais: Clorose foliar em padrões poligonais delimitados pelas nervuras principais.
    • Estádios avançados: Enrolamento e rigidez das folhas inferiores, além de redução do vigor e do rendimento das plantas.

Ambos os vírus podem causar perdas significativas na produção, com redução no tamanho e qualidade dos frutos.

 

Métodos de Controle e Prevenção
 
  1. Variedades resistentes: O cultivo de plantas geneticamente resistentes, utilizando o mecanismo de resposta hipersensível (HR), é essencial para limitar a propagação dos vírus.
  2. Práticas culturais: Incluem controle de plantas daninhas, eliminação de hospedeiros alternativos e descarte de plantas infectadas.
  3. Controle de vetores: Estratégias como o uso de armadilhas adesivas, telas anti-insetos e controle biológico com predadores naturais são recomendadas para mitigar a disseminação pelos principais vetores, tripes e mosca-branca.
  4. Controles fitossanitários: Implementação de medidas preventivas precoces para evitar infecções e perdas.

Observação: Os guias de doenças Seminis fornecem descrições e imagens das doenças e condições mais comuns em todo o mundo, por espécie. Para cada doença e condição você encontrará o nome comum, a causa, onde ocorre, os sintomas, as condições necessárias para o seu desenvolvimento e as medidas de controle.

Baixe e saiba mais sobre esse guia de doenças.

FAQ

São vírus de plantas que causam perdas importantes em hortaliças, principalmente em culturas como solanáceas e cucurbitáceas. O Orthotospovirus costuma causar manchas, anéis cloróticos e necrose, enquanto o Crinivirus se destaca pela clorose, pelo enrolamento foliar e pela queda de vigor. O ponto crítico é que ambos se disseminam rapidamente quando seus vetores estão presentes.

Os Orthotospovirus são transmitidos principalmente por tripes, enquanto os Crinivirus são associados sobretudo à mosca-branca. Isso muda a estratégia de manejo: não basta reagir aos sintomas. É preciso monitorar a pressão dos insetos vetores desde o viveiro e o início do ciclo da cultura.

Nos casos de Orthotospovirus, são comuns anéis cloróticos, lesões necróticas, manchas marrons e deformações. Já nos Crinivirus, o sinal mais típico é a clorose em padrão delimitado pelas nervuras, além de folhas rígidas e enroladas. Mesmo assim, sintomas visuais, por si só, não confirmam o agente causal.

A confirmação deve ser feita por meio de testes laboratoriais, porque sintomas semelhantes podem aparecer em doenças diferentes ou até em estresse nutricional. A avaliação visual é útil para triagem, mas não substitui diagnóstico técnico, especialmente quando o objetivo é definir manejo, eliminação de plantas e proteção da área.

Não. Depois que a infecção ocorre, o foco passa a ser reduzir a disseminação e proteger as plantas ainda sadias. Por isso, as medidas mais eficientes são preventivas, como uso de material de plantio saudável, controle dos vetores, eliminação de hospedeiras alternativas e remoção de plantas doentes. Além das práticas preventivas, a escolha de híbridos com resistência genética pode contribuir para reduzir os impactos de algumas viroses. No portfólio Seminis, variedades como COMANDANTY, CORONEL, DRC564 (para cultivo protegido) e KADABRA apresentam resistência intermediária ao Tomato Spotted Wilt Virus (TSWV), um importante Orthotospovirus do tomateiro.

Esses vírus afetam mais de 120 espécies vegetais de importância econômica, com destaque para hortaliças de alto valor comercial. Na prática, o risco é maior em sistemas com presença contínua de vetores, proximidade de plantas hospedeiras e sucessão de cultivos sem interrupção sanitária.

As estratégias mais eficientes combinam monitoramento frequente, manejo de vetores, barreiras físicas, eliminação de plantas voluntárias e controle de plantas daninhas hospedeiras. Em ambiente protegido, a exclusão é ainda mais importante, pois a entrada de tripes e/ou mosca-branca pode iniciar o problema muito antes dos sintomas aparecerem. Em áreas com histórico de viroses transmitidas por tripes, a utilização de variedades com resistência ao TSWV pode complementar as estratégias de manejo integrado e contribuir para maior estabilidade produtiva. No portfólio Seminis, híbridos como COMANDANTY, CORONEL, KADABRA, ZENZEI, SVTE6653  e DRC564 (para cultivo protegido) apresentam resistência intermediária ao Tomato Spotted Wilt Virus (TSWV), uma importante ferramenta para produtores que enfrentam pressão dessa virose.

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