Continuando as publicações da série Principais Pragas do Milho Doce, desta vez iremos abordar sobre a lagarta Elasmopalpus.
A lagarta Elasmo (Elasmopalpus lignosellus), também conhecida por broca do colo, ataca mais de 60 espécies de plantas causando sérios danos econômicos.
Na cultura do milho, existem registros de destruição que variam de 20% até a destruição total da lavoura, em condição de alta infestação.
Fique por dentro das dicas para identificar estas pragas do milho no campo e as formas de controle indicadas:
Elasmopalpus lignosellus (Lagarta Elasmo)
Identificando a praga no campo:
Descrição e biologia:
A mariposa, de hábito noturno, mede de 1,5 a 2,5 cm de envergadura e tem asas de coloração cinza-amarelada. Ela deposita os ovos preferencialmente no colo das plantas ou no solo, que são inicialmente claros, mas com o aproximar da eclosão tornam-se vermelho-escuros.
A lagarta possui coloração verde-azulada, com estrias transversais marrons, purpúreas ou pardo-escuras, e mede cerca de 1,5 cm.
Ciclo:
Daños:
É uma praga esporádica, porém polífaga (se alimenta de diversas culturas, como soja, milho e algodão), com grande capacidade de destruição num curto intervalo de tempo, principalmente entre os estádios VE e V3.
Após eclosão, a lagarta raspa as folhas da planta e inicia sua penetração no colmo, permanecendo nesse local durante o dia. Ela constrói um abrigo com teia e terra, que fica preso ao orifício da galeria também feita por ela, onde vão sendo acumulados excrementos.
Seus danos estão associados a estiagem depois da emergência das plantas; e os maiores deles são observados em áreas de plantio convencional, com solos leves e bem drenados, e os menores em plantio direto e locais irrigados.
Em milho, alimenta-se internamente do colmo e caminha em sentido ascendente, em direção a região de crescimento da planta (gema apical), acabando por danifica-la e causando diminuição de seu porte ou até mesmo morte das folhas mais jovens, sintoma conhecido como “coração morto”.
Em determinadas situações, os sintomas de ataque da lagarta Elasmo não causam necessariamente o coração morto, mas brotações na base da planta, que se assemelham muito aos sintomas do ataque do percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.).
Metodologia de controle:
Controle químico: Pode ser realizado por meio do tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos. Inseticidas aplicados logo após o aparecimento da praga não têm apresentado resultados satisfatórios, tornando a melhor opção o controle preventivo.
Controle cultural: Em regiões com alta incidência da praga, o aumento de densidade de sementes por área pode ser uma alternativa. A manutenção da umidade também colabora para a diminuição do ataque dessa praga.
Biotecnologia: No Brasil, a Seminis® possui o milho doce SV9298SN, desenvolvido com tecnologia Performance Series™ Single Pro SC™ (evento MON89034), que apresenta bons resultados de supressão dessa praga.
Por Ana Carolina M. Bailey e Paulo H. N. Felici
Analista de marketing e Representante técnico de vendas e desenvolvimento tecnológico para milho doce, respectivamente.
Referências Bibliográficas:
SCHNEIDER, A. et. al. Manual de Pragas 2015. Monsanto do Brasil. 2015. Disponível em: http://www.raizdoconhecimento.com.br
VIANA, P. A. Manejo de Elasmo na Cultura do Milho. Embrapa Milho e Sorgo – Circular Técnica. ISSN 1518-4269. 2009. Disponível em: https://www.embrapa.br/documents/1344498/2767891/manejo-de-elasmo-na-cultura-do-milho.pdf/9ca5be8d-688e-4520-9ec7-4fd385c51e3e