A murcha-bacteriana, causada pela bactéria gram negativa Ralstonia solanacearum, é uma das mais importantes e destrutivas doenças do tomateiro, especialmente em condições tropicais e subtropicais, com sérias implicações epidemiológicas e consequências econômicas devastadoras em campos comerciais de cultivo de tomate, limitando severamente a capacidade produtiva e a sustentabilidade do negócio das espécies hospedeiras afetadas.
Ataca um amplo número de espécies vegetais, assumindo especial importância por causar danos em cultivos de grande relevância econômica e social, como a batata, o pimentão, a banana, a berinjela e o fumo, além de algumas cucurbitáceas como o pepino e a abobrinha.
Uma medida de alta eficácia é a utilização de porta-enxertos de tomate com elevada tolerância a determinados biovares da Ralstonia solanacearum.
O Shincheonggang, exclusivo da Seminis, é um porta-enxerto generativo que tem apresentado excelentes resultados no Espírito Santo como uma das medidas de manejo da doença.
Introduzido no mercado recentemente, apresenta também resistência à raça 3 da murcha-de-Fusarium e a nematóides formadores de galhas.
Os principais aspectos a serem considerados no manejo da murcha-bacteriana com o porta-enxerto Shincheonggang são:
■ Adquirir mudas enxertadas sadias com raízes bem formadas, bem cicatrizadas, enxertadas em viveiros com altos padrões de qualidade fitossanitária;
■ Preferencialmente, buscar mudas com enxertia mais alta para facilitar os cuidados pós-transplante;
■ Evitar transplantes profundos, tendo-se a precaução de evitar o contato da cicatriz da enxertia com o solo;
■ Combater problemas de encharcamento do solo e de secas pronunciadas, que favoreçam a contração das argilas e rompimento das radicelas;
■ Eliminar as raízes adventícias que surgirem acima da cicatriz da enxertia, evitando o contato com o solo.
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