Os bioestimulantes como ferramenta para maximizar a produtividade agrícola

Impulsionando o crescimento e a qualidade das culturas

Por: Eng. Marcos Kleber - Consultor em HF

Bioestimulantes vêm ganhando destaque na agricultura por ativarem processos fisiológicos nas plantas. Compostos por substâncias naturais ou microrganismos, não fornecem nutrientes diretamente, mas otimizam o metabolismo vegetal, melhorando o aproveitamento nutricional, o crescimento e a tolerância a estresses como seca e calor.

 

Você sabia? 

Oligossacarídeos de algas presentes em alguns bioestimulantes ativam mecanismos de defesa antes mesmo do estresse ocorrer.

 

A ação dos bioestimulantes ocorre de maneira bastante específica. Eles conseguem, por exemplo, aumentar a produção de fitormônios naturais como auxinas, citocininas e giberelinas, hormônios fundamentais para o crescimento equilibrado da parte aérea e do sistema radicular. Além disso, melhoram a eficiência da fotossíntese ao estimular a produção de proteínas essenciais ao funcionamento dos cloroplastos, como a Rubisco, que é diretamente responsável pela fixação do carbono atmosférico. Essa melhoria da fotossíntese, na prática, se traduz em plantas que acumulam mais massa verde em menos tempo, gerando lavouras mais vigorosas e produtivas.

Outro efeito relevante é o reforço do sistema antioxidante da planta. Em situações adversas, como salinidade e variação térmica, eles aumentam a atividade de enzimas como superóxido dismutase e catalase, que neutralizam toxinas celulares. Microrganismos benéficos também favorecem a absorção de nutrientes e fortalecem a planta contra pragas e doenças.

No campo, o momento de aplicação dos bioestimulantes é crucial para bons resultados. No tomate, o ideal é aplicá-los após o transplantio e durante a floração, fases de alta reorganização metabólica para o crescimento vegetativo e pegamento de flores. Já na cebola, o uso é mais eficaz no desenvolvimento vegetativo e início da bulbificação, quando raízes ativas são essenciais para o acúmulo de nutrientes e formação de bulbos uniformes.

O bioestimulante deve ser aplicado em sintonia com a fisiologia da planta. Usado no momento certo, potencializa respostas metabólicas que a adubação convencional sozinha não alcança.

Um exemplo prático da eficiência dos bioestimulantes foi demonstrado pela MK Consultoria Agronômica, em um experimento realizado no município de Mirangaba, Bahia, com a variedade de tomate TY 2006 da Seminis. O objetivo foi observar o efeito da aplicação do bioestimulante durante a fase inicial do desenvolvimento da cultura. Utilizando o aplicativo Canopeo, desenvolvido pela Universidade Estadual de Oklahoma para medir de forma precisa a cobertura verde da vegetação, foi possível registrar que as plantas tratadas com bioestimulante apresentaram uma cobertura verde de 16,7%, enquanto as plantas não tratadas registraram apenas 7,6%.

 

Experiência no Campo

O uso de bioestimulantes aliado ao manejo de solo pode aumentar em até 30% a eficiência dos fertilizantes, reduzindo perdas por lixiviação e volatilização.

 

Você sabia?

Culturas com alta exigência inicial, como tomate, melão e cebola, respondem melhor a bioestimulantes ricos em aminoácidos livres e peptídeos, acelerando o fechamento do dossel e a biomassa.

Percentual de Massa Foliar

COM BIOESTIMULANTE: 16,7% COM BIOESTIMULANTE: 16,7%
SEM BIOESTIMULANTE: 7,6% SEM BIOESTIMULANTE: 7,6%

O maior fechamento do dossel indica crescimento mais vigoroso com o uso de bioestimulantes logo após o transplantio. Isso melhora a captação de luz, reduz perdas de água e favorece a transição reprodutiva, refletindo em maior produtividade e preparo da planta para o ciclo.

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