Confira o nosso Guia de Doenças: Vírus Rugoso do Tomate

Vírus Rugoso do Tomate (ToBRFV)

 

O Vírus Rugoso do Tomate (ToBRFV) foi identificado em tomates na Jordânia em 2015 e rapidamente se espalhou por diversas regiões do mundo. Com partículas virais extremamente estáveis, o ToBRFV representa uma séria ameaça ao cultivo de tomate e pimentão, além de poder infectar plantas daninhas como Chenopodium Murale e Solanum Nigrum.

 

Ciclo da Doença

O vírus pode sobreviver por longos períodos fora do hospedeiro, em materiais como:

  • Paletes, transporte, ferramentas, roupas, veículos, superfícies naturais como pele e mãos, e até restos de plantas.
  • Pode permanecer ativo no solo por meses sem perder sua virulência.

A infecção ocorre quando o vírus entra na planta através de feridas, facilitando sua propagação.

 

Dispersão

A dispersão do vírus ocorre rapidamente por contato, principalmente em estufas, onde o trabalho com as plantas favorece a transmissão. Embora a transmissão por sementes seja baixa, o vírus pode ser disseminado por diversos vetores e práticas de manejo inadequadas. Surtos do ToBRFV foram reportados em países como Itália, México, Turquia, China, Reino Unido, Holanda, Grécia, Espanha, Argentina, França e Polônia.

 

Sintomas no Tomate

Os sintomas do vírus rugoso no tomate podem ser observados tanto nas folhas quanto nos frutos:

Nas folhas:

  • Clorose e mosaico.
  • Manchas nas folhas perto do ápice.
  • Deformação, enrolamento ou estreitamento das folhas.
  • Murchamento, amarelecimento e colapso da planta.

Nos frutos:

  • Manchas cloróticas (amarelas) e marmoreado na fruta.
  • Deformações nos frutos jovens e maturação irregular.
  • Manchas escuras nos frutos verdes.
  • Raramente, patches rugosos (enrugados) de cor marrom.
  • Redução no número de frutos por cacho.

 

Tratamento e Manejo

 

Embora não haja tratamento específico para o vírus, o manejo adequado pode reduzir a propagação e os danos:

Desinfecção:

  • Ferramentas de corte devem ser desinfetadas regularmente.
  • A lavagem constante das mãos do pessoal que trabalha com as plantas é essencial.
  • Utilização de produtos específicos para desinfetar ferramentas, caixas e utensílios.

Higiene no Solo:

  • A retirada de raízes infectadas ajuda a reduzir a carga viral no solo e diminui a pressão sobre novas plantações.

Redução do Estresse da Cultura:

  • O manejo adequado da fertirrigação e a redução de temperaturas extremas e radiação podem minimizar o impacto do vírus.

Boas Práticas:

  • Manter a área de cultivo livre de restos vegetais e adotar medidas contra pragas e outros vírus que possam aumentar a gravidade dos sintomas.

Observação: Os guias de doenças Seminis fornecem descrições e imagens das doenças e condições mais comuns em todo o mundo, por espécie. Para cada doença e condição você encontrará o nome comum, a causa, onde ocorre, os sintomas, as condições necessárias para o seu desenvolvimento e as medidas de controle.

Baixe e saiba mais sobre esse guia de doenças.

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